
Expressada por um garoto que supostamente me deseja, a frase: “Acho que você me daria muita dor de cabeça” atormentou-me um bocado recentemente.
Claro que primeiramente pensei que fosse uma rude brincadeira, uma forma mais leve de dizer que não sou confiável, porém ele conseguiu explicar o que realmente o incomodava e afirmo aqui caros amigos, que tal resposta atingiu-me como um raio. Para o rapaz em questão, minhas atitudes ressaltam uma independência extrema, fato este que atrai e aparentemente afugenta os meus pretendentes.
Em todos os meus anos de rejeição nunca antes havia notado esta possibilidade. Estamos sempre tão acostumados a colocar a culpa em nós mesmas, a criar falhas que não existem e sabotar a própria alto estima para assim não concluir que o errado talvez esteja ao seu lado.
É engraçado compreender que no fundo os homens são os maiores crentes dos contos de fada. Eles ainda anseiam pela maldita princesa na torre e ficam chorosos ao perceberem que chegaram tarde demais ao castelo.
A donzela agora prefere descer as escadas com as próprias pernas ao invés de carregada, liga para o táxi antes do resgate chegar e vai para a balada comemorar mais essa deliciosa conquista. Não que eu seja liberal e incentivadora da bandeira do feminismo, mas deixa-me triste ver que certos estereótipos ainda persistem. Tal qual o da mulher feita para casar e a classificada como pura diversão.
Cada uma em seu local particular nas egoístas e egocêntricas prateleiras do supermercado masculino. De agora em diante será diferente, não mais alimentarei a responsabilidade por um caso mal resolvido, chega de tentar mudar o que é imutável, não vou abdicar da minha essência.
Sei que um dia aparecerá alguém corajoso o suficiente para domar o indomável, conquistar o inconquistável e ir aonde nenhum foi antes.
Ao meu coração.&&&&&&& ♥



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